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Sujeira pública em São Paulo vai de vento em popa

Moro na Vila Clementino, muitas vezes confundida com a Vila Mariana devido à proximidade, pois são bairros contíguos e gerenciados pela mesma subprefeitura. De uns tempos para cá, temos notado o aumento significativo de lixo jogado nas sarjetas, calçadas e até no meio da rua. Canteiros, que num país civilizado seriam destinados exclusivamente a plantas e árvores, estão se tornando depósito de lixo (muitos, infelizmente, já se tornaram). Apenas para ilustrar, seguem algumas fotos que tirei no mês de janeiro, justamente quando as chuvas castigam mais a cidade de São Paulo e a limpeza pública deveria ser redobrada. Infelizmente, o que se vê é a sujeira pública imperando na cidade.

Rua Dr. Diogo de Faria, altura do nº 720.

Rua Dr. Diogo de Faria - não me recordo exatamente em que altura.

R. Dr. Diogo de Faria, altura do nº 970.

Rua Dr. Diogo de Faria, quase esquina com a R. Botucatu.

Rua Estado de Israel, esquina com a R. Botucatu.

Rua Marselhesa, altura do nº 594.

Rua Pedro de Toledo, altura do nº 324.

Rua Pedro de Toledo, altura do nº 197.

Rua Pedro de Toledo, ao lado do Shopping Santa Cruz.

Rua Mairinque, altura do nº 39.

Rua Mairinque, altura do nº 170.

Rua Mairinque, altura do nº 39.

Não sou especialista no assunto, longe disso, mas para tirar as conclusões a seguir basta ter meia duzia de neurônios:

1.pouquíssimas lixeiras espalhadas pela cidade. Principalmente em bairros por onde circulam muitas pessoas diariamente, como a Vila Clementino, a quantidade de lixeiras em bom estado de conservação deveria ser muito maior do que é. Isso não justifica a porquice alheia, mas explica em parte. Também não adianta nada haver lixeiras se elas não forem esvaziadas regularmente. É comum ver lixeiras transbordando em São Paulo.

2. A varrição das ruas e calçadas, obrigação da Prefeitura de São Paulo, é mal executada e realizada com frequência insuficiente para manter a cidade minimamente limpa. De duas uma: ou a Prefeitura de São Paulo gasta pouco com limpeza pública, ou o dinheiro do contribuinte está sendo muito mal gasto.

3.infelizes indivíduos que colocam o lixo na rua em horário errado (muitas horas antes da coleta) e embalado de maneira absolutamente imprópria. Quando o pobre lixeiro, sempre correndo, vai retirar o saco mequetrefe para colocar no caminhão de lixo, o invólucro se rasga e é sujeira espalhado pela rua e pela calçada. É óbvio que ele não vai parar o trabalho para recolher com a mão o lixo, que permanece ali caído até sabe-se lá quando.

4. Inexplicavelmente, não há fiscalização alguma por parte da Prefeitura de São Paulo para coibir a ação dos porcalhões. Se cada miserável indivíduo que joga lixo na rua fosse penalizado com multas salgadas, além da Prefeitura ter uma excelente fonte de receita, em pouco tempo o comportamento das pessoas mudaria. Por que em outros lugares do mundo é possível fazer isto e aqui não? Nossa população, salvo raras exceções, é tremendamente porca e sem educação. Não tem o menor constrangimento em jogar lixo na rua, em qualquer horário do dia ou da noite, andando a pé, de carro ou de ônibus. E se já houver sujeira no lugar, parece que a turma se sente ainda mais à vontade para imundecer a cidade. Só para exemplificar, experimente passar na frente da Fundação Dorina Nowill no horário de almoço. Os próprios funcionários da fundação jogam no canteiro do prédio latas de refrigerante, restos de salgadinhos, invólucros de sucos, sacos plásticos etc. Como educação não se adquire do dia para a noite, a única solução é a fiscalização e a imposição de multas salgadas. Mas para isso, precisa haver a tal "vontade política".

Relatei aqui o que encontrei no bairro onde moro, mas sei que a situação é a mesma ou no mínimo muito semelhante em outros bairros da cidade. Aliás, se numa região próxima do Centro, cheia de hospitais, consultórios médicos e laboratórios a coisa está assim, imagino o que a população da periferia enfrenta diariamente.

Perguntas que ficam no ar:

1. Como São Paulo (não vou ficar aqui falando da importância da capital paulista no cenário brasileiro e mundial), em pleno século XXI, ainda mantém um nível de saneamento básico tão baixo como este? 

2. Como as pessoas parecem não se importar em viver no meio da sujeira? Seriam todas porcas? Vivem no meio da imundice em suas casas?

3. A quem interessa que São Paulo permaneça imunda?

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