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Parece que os EUA finalmente foram contaminados pelo vírus do futebol

Para desespero dos Republicanos, que vêem no soccer uma grave ameaça aos costumes nacionais e uma evidência da “afro-latinização” dos EUA, Donovan marcou aos 45 minutos do 2º tempo o gol da vitória sobre a Argélia. Com o resultado, os americanos se classificaram para as oitavas da Copa garantindo o 1º lugar de um grupo bem enrolado (a Inglaterra, “inventora” do futebol, ficou com o 2º lugar).

(Provavelmente a FIFA vai tirar este vídeo do ar em breve por causa dos direitos de transmissão. Sorry.)

E a vida dos EUA nesta 1ª fase deveria ter sido bem mais fácil, uma vez que os americanos foram prejudicados pela arbitragem contra a Eslovênia e ontem, contra a própria Argélia (dois gols muito mal anulados).

Mas a vitória suada, na bacia das almas, recheada de drama, fez bem aos norte-americanos, que começam a entender qual a graça desse esporte considerado até pouco tempo atrás como exclusivamente “de meninas”. Acostumados com jogos de placares elásticos e que em 99% das vezes terminam com um vencedor, mesmo depois de sediar a Copa de 94 muitos americanos não entendem (ou não entendiam, até ontem) qual a graça em acompanhar um esporte com tão poucos gols e onde “nada acontece” durante a maior parte do tempo. Tanto é assim, que piadas como a abaixo circulam nos EUA quase como spam.

soccer_eua_1

Ontem os americanos sentiram na pele como ver o seu time marcar um golzinho salvador no último minuto pode ser um milhão de vezes mais emocionante do que uma partida de basquete com placar final 127 a 115, por exemplo. Até em Wall Street o pessoal parou de trabalhar para torcer, fato inédito. Abaixo, uma amostra da reação dos torcedores em Seattle.




Enfim, tudo leva a crer que as piadas sobre soccer nos EUA estão com os dias contados e que um grande mercado de trabalho abrirá suas portas para o “pé de obra” brasileiro nos próximos anos. A ver.

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