10 de jun de 2010

Grandes pensamentos Filosóficos - 6

1. Vamos combinar que essa modinha de ficar falando "vamos combinar" isso e aquilo é um saco? Tem gente que agora só consegue fazer frase que comece ou termine com "vamos combinar". Tô preferindo ouvir gerundísmo de operador de telemarketing que o maldito "vamos combinar". Foi legalzinho no começo (as duas primeiras vezes que eu ouvi, para ser mais preciso), mas já deu, chega, muda o disco! Ou pelo menos muda o verbo: "vamos pactuar", "vamos ajustar", vamos acordar" etc.

2. De todas as mais de 10 empresas que deveriam ter me enviado a tal Certidão Anual de Quitação de Débitos, somente o meu plano de saúde cumpriu o que determina a Lei Federal 12.007/09. Pra quem não sabe do que eu estou falando, sugiro uma lida rápida nesta outra matéria. Diz o artigo 3º da dita cuja que "a declaração de quitação anual deverá ser encaminhada ao consumidor por ocasião do encaminhamento da fatura a vencer no mês de maio do ano seguinte (...)". Mas maio passou e pelo visto a turma não está dando muito bola para a legislação, o que não chega a ser uma surpresa. Ou talvez o problema seja outro: como a CAQD dá quitação não apenas em relação às prestações vencidas no ano que passou, mas de todos os anteriores também, imagino que as empresas estejam pensando um trilhão de vezes antes de emitir o tal documento. Aquele velho clichê brasileiro, de que aqui algumas leis pegam e outras não, vai ser testado pela enésima vez. Eu, particularmente, não vejo a hora de poder mandar uns 5 kg de faturas pagas para a reciclagem.

3.  Agora que moro perto de uma estação, estou andando de metrô muito mais do que antes. Coisa mais linda. Ontem gastei R$ 5,30 para ir e voltar da Paulista e somando os trajetos de ida e volta perdi exatos 30 minutos. Se fosse de carro morreria com pelo menos R$ 10 só para estacionar e provavelmente amargaria num trânsito cabuloso. Porém (sempre há um porém), quando peguei um carro da Linha Verde, desses da Alstom cuja aquisição está dando o maior rolo, todo modernoso, com cheirinho de novo, me surpreendi negativamente: quem mede mais de 1,90m não consegue viajar em pé numa postura "normal"; precisa virar o pescoço pro lado, dobrar o joelho ou se apoiar na parede do vagão porque o teto é muito baixo. Só nos ônibus elétricos da Augusta é que passei por coisa parecida no transporte público, mas dava um desconto pois eram veículos muito antigos, de uma época em que quem tinha mais de 1,80m era considerado "gigante". Agora, se a altura média da população mundial vem crescendo ano após ano, e no Brasil não é diferente, por que cargas d'água os carros novos do metrô têm teto mais baixo do que os comprados há 30 anos atrás?!
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