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Grandes Pensamentos Filosóficos - 3

1. Sexta passada, no suplemento "Divirta-se" do Estadão foi publicada uma reportagem sobre a febre das figurinhas da Copa do Mundo onde se lia o seguinte:“Foi uma das coisas mais legais que fiz em São Paulo nos últimos tempos. No sábado, consegui 20 figurinhas em meia hora no vão do Masp e completei dois álbuns – o meu e o do meu filho Caio, de 9 anos. É incrível como a feirinha articulada pelo Orkut, com gente que nunca se viu antes, pôde dar tão certo. As pessoas eram supercorretas.‘Só tinha um japonês lá que estava vendendo três por R$ 1. Mas eu nem precisei’, disse um garoto na saída, mostrando o bolinho com as 150 figurinhas que conseguiu.” Sergio Pompeu, 43 anos, editor do Estadão.edu.
Por que achamos tão normal, e eu me incluo nisso, se referir a uma pessoa de ascendência oriental como "um japonês" ou simplesmente "um japa"?! Se o cara que estivesse vendendo as figurinhas fosse negro eu tenho absoluta certeza de que o texto publicado não faria qualquer menção à sua cor. Em suma, somos todos muito hipócritas.

2. Na Libertadores, e em todos os torneios em que o gol fora vale mais, perder por 1 a 0 fora de casa dá praticamente no mesmo do que levar de 3 a 1. Tanto é que para avançar para as oitavas de final sem depender de decisão por pênaltis, Internacional e Corinthians precisam vencer suas partidas pelo mesmíssimo placar: 2 a 0. É estranho, mas o combinado não é caro.

3. Falando em cor da pele e futebol, me lembrei de um fato que presenciei hoje. Momento fofoca vazia. Fui levar meu carro para fazer a revisão de 2 anos numa concessionária na Av. Jabaquara, onde 70% dos clientes são japas. Cheguei um pouco antes do horário agendado e estava aguardando ser chamado quando entrou o técnico Sérgio Soares, vice-campeão do Paulistinha. Ele também tinha levado o carro para fazer uma revisão e estava acompanhado de uma loira que vestia a camisa do Santo André (esposa ou namorada). Engraçado ver a cara dos outros clientes, encafifados, olhando para o casal: sabiam que se tratava de alguém "famoso", mas não tinham a menor idéia de quem era. Quando Se o Timão for desclassificado da Libertadores na quarta, gostaria de ver o Sérgio Soares no lugar do Mano Menezes.

4. Uma hora mais tarde, na Fnac da Av. Paulista, quase paguei um dos maiores micos da minha vida. Faltou muito pouco para isso acontecer, mas alguma força oculta me iluminou a tempo de impedir que a idiotice se concretizasse. Estava com um livro na mão e queria descobrir qual era seu preço, mas não encontrava nenhuma daquelas maquininhas que lêem o código de barras dos produtos e não tinha nenhum atendente por perto. Depois de procurar um bocado, finalmente achei uma. Fui chegando perto dela com o livro em punho e já ia fazendo menção de aproximar o livro de sua parte inferior, quando me dei conta de que se tratava de um dispenser para álcool gel... Saí de fininho e fui direto no caixa do piso inferior, onde o funcionário me informou que os leitores de código de barras estão em manutenção.

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