20 de mai de 2010

Drummond e o cometa

O que Carlos Drummond de Andrade escreveu sobre a passagem do Cometa Halley, em 1910:

“No ar frio, o céu dourado baixou ao vale, tornando irreais os contornos dos sobrados, da igreja, das montanhas. Saímos para a rua banhados de ouro, magníficos e esquecidos da morte que não houve. Nunca mais houve cometa igual, assim terrível, desdenhoso e belo.” (Publicado ontem na página A17 do Estadão.)

Pequeno detalhe: Drummond tinha 7 anos de idade quando colocou essas palavras juntas.
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