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Grandes Pensamentos Filosóficos - 2

1. Era para ter falado sobre isso antes, mas não deu. O tal do Dourado ganhou o BBB 10, como previsto. Minha vida e a de ninguém vai mudar por conta disso, com a exceção dele próprio, certo? Sei não. O público premiou o único candidato que demonstrou ser cumulativamente ignorante, preconceituoso e agressivo ao longo dos 3 meses de programa. Quem assistiu sabe do que estou falando. Se o sistema de votação da Globo é realmente confiável, acho o episódio preocupante. Significa que nosso povo continua sem saber votar e muito provavelmente fará a pior opção nas eleições que se aproximam. É esperar para ver...

2. Depois que você se torna pai começa a se preocupar com coisas que eram absolutamente indiferentes até então. Outro dia (há uns 6 meses atrás!), a Lá e eu revimos os 3 primeiros filmes do Indiana Jones no DVD, emprestados pelo Mr. Rudy. Ótimos, embora ache o 3º piorzinho. O Templo da Perdição me marcou triplamente na adolescência. Foi um dos únicos filmes que meu pai me levou para assistir no cinema, só eu e ele. A mocinha do filme, Kate Capshaw, ficou durante alguns anos como #1 no meu ranking de mulheres bonitas (Steven Spilberg casou-se com ela em 1991 e teve 6 filhos com ela). Eu tinha uns 12 ou 13 anos de idade e quase me borrei de medo nas cenas que envolviam sacrifício humano, ou seja, praticamente a metade do filme. Mas nada disso vem ao caso. Dando uma olhada na caixa do DVD, percebi que a classificação etária desse filme é livre! Na boa: algum pai com o mínimo de consciência deixaria o filho de 2, 3, 4, 5 ou mesmo 7 anos assistir a uma cena como esta?!

3. No dia 26 de março fiquei exatas 3 horas preso no trânsito tentando chegar ao Hospital Albert Einstein, onde minha mãe estava internada. Professores estaduais faziam uma manifestação por "melhores salários" e a situação era absolutamente caótica: ruas interditadas, PMs em guerra campal com "professores", pedras e pedaços de pau voando pra tudo quanto é lado, ruas residenciais tomadas por carros de gente que só queria voltar para casa, ir trabalhar ou, como eu, ir ao hospital. A minha situação era especialmente delicada, pois a enfermeira que estava com a minha mãe tem duas filhas e precisava ir buscá-las na escola, mas por outro lado não podia deixar minha mãe sozinha no quarto. Só consegui chegar ao Einstein quando, diante de mais um bloqueio, tive a oportunidade de falar com um PM que estava "in charge". Disse a ele que era um Dr. e que precisava ver uma paciente no hospital com urgência (tecnicamente tudo verdade). O detalhe é que naquele dia, nem o próprio médico da minha mãe conseguiu chegar ao hospital. Se fosse questão de vida ou morte, seria morte. Pois bem. Ontem, após José Serra se licenciar do Governo para disputar as eleições presidenciais, esses mesmos professores que tornaram a vida do paulistano um verdadeiro inferno não apenas naquele 26 de março, mas em vários outros dias, decidiram encerrar a greve sem que nenhuma de suas reivindicações fosse atendida, deixando claro que tudo não passava de politicagem barata. Agora, já pensou "que legal" se um parente seu morre dentro de uma ambulância que não consegue socorro médico a tempo por conta de uma palhaçada destas? Até quando os fins  (e que fins...) justificarão os meios nesse país?

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