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A Folha continua a mesma

Hoje quando fui ler o jornal, meu velho e bom Estadão, fui surpreendido com um exemplar da Folha (argh!). Somente depois de perder alguns preciosos minutos da minha manhã esperando para ser atendido da central do assinante fui descobrir que o Estadão estava embaixo da Folha: tratava-se de uma "pegadinha", uma campanha do banco Santander para dizer que duas grandes empresas podem trabalhar juntas... Nem vou entrar no mérito da questão, pois quem pensa meio segundo com 1/10 de neurônio manco, maneta e caolho logo vê que a aquisição de um banco por outro nada tem a ver com o dinheiro que colocou num mesmo plástico, por um único dia, dois jornais rivais.

Micos à parte, depois de ler o Estadão, fui dar uma olhada na Folha, jornal que lia diariamente enquanto ainda morava com meus pais, assinantes de ambos. A grata surpresa foi receber um encarte com dezenas de tiras do Glauco, coisa que nunca chegaria às minhas mãos se não fosse por essa campanha do banco. Já compensou o mico.
Depois, rescussitando meu ritual diário de quase uma década atrás, fui direto ler a seção Erramos, na página A3, que continua sendo a melhor parte do jornal. A última vez que vi meu pai gargalhar, chegando a perder o fôlego e chorar de tanto rir, embora já estivesse com metástase e a saúde andasse de mal a pior, foi justamente enquanto ele lia o Erramos, esperando minha mãe trazer o bule de café para a mesa da copa. O de hoje não estava assim tão engraçado, mas dá uma ótima idéia de como o descaso com a revisão, tanto na forma quanto no conteúdo, continua sendo um problema crônico da Folha:

PRIMEIRA PÁGINA (15.mar) A chamada dos editoriais de ontem se referia aos textos de sábado. (no comments, please...)

BRASIL (14.mar, PÁG. A4) A seção "Contraponto", da coluna "Painel", referiu-se incorretamente a José Maria Alkmin, deputado e ministro da Fazenda de Juscelino Kubitschek, como governador de Minas Gerais. (nem precisava corrigir, afinal deputado, ministro e governador é praticamente tudo a mesma coisa, né?)

ESPORTE (14.mar, PÁG. D11) O volante Embu citado na reportagem "Ex-corintiano e colombianos tentam a sorte no Norte" não é o mesmo que defendeu o Corinthians na década de 90. (ou seja, o ex-corinthiano que motivou a escolha do título simplesmente não é ex-corinthiano!)

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