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O velho e o novo na internet

Nessa semana recebi um e-mail do Maurão muito interessante sobre os bastidores de restaurantes no Brasil e no exterior. O texto intitulado "Cozinha Maldita", de autoria de Daniela Falcão e Guto Seixas, toma como referência o livro Kitchen Confidential, escrito pelo chef norte-americano Anthony Bourdain, e discorre sobre práticas pouco ortodoxas, digamos assim, no reaproveitamento de alimentos já servidos, más condições de higiene das cozinhas, falta de zêlo na conservação dos alimentos utilizados, entre outras coisas.

Gostei do texto e decidi publicá-lo aqui no Cortissa, mas tinha a sensação de que já tinha lido alguma coisa muito parecida em algum lugar. Por desencargo, dei uma "gugada" e confirmei a autoria da matéria. O detalhe é que ele foi publicado originalmente no Jornal do Brasil em 5 de agosto de... 2001! Isso não o torna menos interessante ou educativo, pois muito provavelmente as cozinhas não devem ter mudado nada nos últimos 9 anos. Mas achei engraçado como nesse mundo "urgente" de hoje em dia, onde as notícias se propagam pela internet quase em tempo real, acabamos presumindo que tudo o que recebemos é "brand new".

Lembro, por exemplo, que em 2002, antes da Copa, ainda tinha gente encaminhando aquele e-mail sobre a suposta conspiração envolvendo Nike e CBF para favorecer a França na final da Copa de 1998. E não dá para condenar ninguém por causa disso. Afinal, o que é velho para uns pode ser novidade para outros. Só para citar um exemplo, o Mr. Rudy, aos 70 anos de idade, começou a acessar a internet somente agora. Ainda não viu nenhuma das 101 coisas que você deveria ter visto na internet. Para ele e para milhões de pessoas, tudo é absolutamente novo, mesmo o que já está circulando por aí há uma década.

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