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O segundo "não" de McCartney, quase 5 décadas depois

O primeiro "não" digno de nota que Paul McCartney tomou foi coletivo e bastante manjado. Afinal, foi uma das piores decisões já tomadas na historia da humanidade! Em 1962, a gravadora Decca rejeitou contratar os Beatles depois de ouvir o quarteto tocar, ao vivo e em cores, 15 músicas. Dentre os argumentos para a decisão estavam pérolas como "bandas com guitarra vão sair do mercado" e "os Beatles não têm futuro no show business". O tempo é o senhor da razão, já dizia o velho deitado, e logo em 1963 a Decca acabou contratando uma banda que estava começando chamada The Rolling Stones. Como se sabe, nos Stones ninguém tocava guitarra...

O segundo "não" recebido pelo velho Máca é bem mais recente, coisa de 1 ano. Navegando por aí encontrei no site da revista Rolling Stone a notícia de que ele "quase" foi o baixista do Them Crooked Vultures. Em um jantar com David Grohl, ao saber da super-banda que o baterista estava montando, perguntou quem seria o baixista. Grohl lhe respondeu, meio constrangido, que John Paul Jones (ex-Led Zeppelin) já havia sido convidado e a coisa parou por aí. Bem diferente da resposta encaminhada pelos executivos da Decca em 1962, mas não deixou de ser um "não". E, ao contrário do primeiro, tudo leva a crer que este segundo "não" foi acertadíssimo.

McCartney é provavelmente o maior compositor da música popular do século XX, mas em compensação há uma dezena de indícios de que seja também um baita mala. Duvido muito que algum dia volte a integrar qualquer projeto em pé de igualdade com os outros participantes, como fez, por exemplo, o George Harrison no Traveling Wilburys (Roy Orbison, Bob Dylan, Tom Petty e Jeff Lynne). Além do mais, o Jonesy pode não ser nenhum gênio, mas pilotando um baixo é difícil encontrar músico mais competente.

E, antes que alguém pense que eu fiquei  mais doido, fazendo careta pra trem, é óbvio que Them Crooked Vultures perto dos Beatles, ou mesmo somente do próprio McCartney, é praticamente nada.

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