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NEZ, o Madoff do mundo nerd

O maior colaborador do SETI, um tal de Brad Niesluchowski, conhecido nas rodas de nerds como NEZ, pediu demissão antes de ser sumariamente demitido de seu emprego em uma escola no Arizona, onde era administrador de rede. Para quem não sabe (se você é uma pessoa "normal", no bom sentido, tem 99,9% de chance de não saber), SETI é a sigla para Search for Extra-Terrestrial Intelligence, uma organização criada no começo da década de 60 que, como o nome sugere, pretende encontrar vida inteligente "além Terra".

Os colaboradores do programa SETI instalam um programa que fica horas e horas a fio analisando uma quantidade absurda de dados eletromagnéticos colhidos através de antenas "apontadas para o espaço sideral". Se o programa detectar uma seqüência de sinais com determinadas características que podem, talvez, quem sabe, ter sido emitidos por vida inteligente extraterrestre, a missão do SETI terá sido cumprida. Bonito, né?

Como em todo clubinho composto em sua maioria por pessoas do sexo masculino, sem vida social, com sérios problemas de relacionamento interpessoal, baixa auto-estima e complexos de toda a sorte, os nerds participantes desse onanismo cibernético coletivo sem fim estão muito mais preocupados em se auto-afirmar perante seus coleguinhas do que em realmente encontrar algum ET. Até porque, tudo leva a crer que a vida inteligente extraterrestre já se faz notar por aqui de maneiras muito mais claras do através de ondas eletromagnéticas vindas sabe-se lá de onde.

E nessa busca ávida por reconhecimento de seus pares xaropinhos, o tal NEZ não mediu esforços. Desde 2000 ele vinha colocando todos os computadores da escola onde trabalhava para rodar 24hs por dia o programa do SETI. Também comprou com o orçamento que dispunha mais máquinas de alto desempenho só para fazer a mesma coisa, além de "pegar emprestado" 18 computadores e levá-los para casa. Tudo isso garantiu a ele o nº 1 no ranking dos participantes do projeto com quase 580 milhões de "créditos", seja lá o que isso signifique. Só para se ter uma idéia, o segundo colocado tem menos de 155 milhões de créditos.

Estima-se que as despesas realizadas desnecessariamente pelo tal NEZ somadas ao prejuízo decorrente do desgaste excessivo das máquinas gerou um prejuízo em torno de US$ 1,5 milhão, dinheiro este que certamente será cobrado nos tribunais do Arizona em breve.

Comentários inevitáveis:

1. Será que todos aqueles "créditos SETI" vão ajudar a pagar a indenização?

2. Nunca o tal NEZ quis tanto fazer contato com os ETs e, de preferência, ser abduzido para uma galáxia incerta e não sabida, onde o oficial de justiça não o encontre.

3. Se ele tivesse estudado o Algorítimo para Fazer Amigos do Sheldon Copper não precisaria ter se arriscado tanto por tão pouco.

Li sobre o "causo" no Gizmodo Brasil (Favoritos).

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